No ano passado, a revista Época publicou uma matéria sobre empreendedores com olhar ecológico: brasileiros que criaram soluções inspiradoras e lucrativas para a crise ambiental.
Visando a sustentabilidade, levando em conta que o nosso planeta e seus recursos atuais não conseguirão manter nosso modo de vida consumista, esses empreendedores encontraram a solução justamente na forma como os negócios são feitos: atendendo as necessidades ambientais.
Conheça um pouco sobre cada uma dessas soluções:
Energia solar até na chuva: os irmãos Teixeira, um engenheiro mecânico e o outro engenheiro elétrico, desenvolveram um aquecedor solar que funciona mesmo quando não há sol. O sistema usa um gás para aquecer a água, captando o calor que vem de fora. Mais leves e fáceis de instalar que as tradicionais placas para aquecimento solar, promete revolucionar o mercado de energia.
A caneta vira terra: Arnaldo di Giuseppe precisou modificar a forma de pensar o seu produto quando o mercado das canetas foi invadido por produtos chineses. Como resultado, ele criou uma caneta ecologicamente correta, feita de um material biodegradável. A Ekobio é produzida com plástico de amido de milho ao invés do plástico tradicional, e o próximo passo é conseguir trocar o refil (ainda feito do material convencional) por um que também siga a linha ecológica.
Compras verdes a um clique: o empresário Marcos Wettreich, empreendedor já conhecido na internet pelo iBest, dessa vez juntou comércio eletrônico com sustentabilidade e criou o Greenvana. A princípio, o Greenvana pode parecer simplesmente outro site de compras, mas um olhar mais atento nos revela que todos os produtos respeitam o meio ambiente e atendem ao critério dos consumidores que se preocupam com a responsabilidade social.
Entregas rápidas e ecológicas: CarbonoZero Courier é um serviço de entrega rápido criado pelos irmãos Danilo e Rafael Mabretti Pinto, onde a moto perde seu lugar para a bicicleta como veículo de deslocamento. Pedalando pelas movimentadas ruas de São Paulo, a única limitação das bicicletas são o volume carregado, já que o bem para a saúde e para o meio ambiente estão entre as principais vantagens.
O passado do seu bife: Safe Trace, uma empresa mineira, oferece detalhes sobre o histórico da carne que chega ao nosso prato, onde podemos saber desde a sua origem como se ela esteve envolvida em atividades criminosas como desmatamento e trabalho escravo. A empresa agora chegou ao varejo e ampliou o seu acompanhamento aos pescados, hortifrúti e camarões.
O barão do guaraná: o G Power, um isotônico enlatado como refrigerante, é uma bebida criada em laboratório que tem como base energética a cafeína do guaraná ao invés da cafeína sintética, usada por outros famosos energéticos. Saudável e brasileira, a bebida é uma adaptação Gaúcho Silvio Proença que usou uma fórmula já conhecida nas festas populares do Norte: guaraná e mirantã.
O verde que cola: Vítima de substâncias tóxicas dos produtos químicos que pesquisava, Wang Shu Chen resolveu criar seu próprio produto: o Fixtudo. Versátil e potente, a cola gruda de tudo e não contém as tóxicas substâncias voláteis que fazem tanto mal para a saúde. E, ainda, sua produção a base de água evita a emissão de poluentes na atmosfera.
Tem um caroço no sapato: substituir os compostos plásticos derivados do petróleo por fibras vegetais é o que faz a Artecola, empresa que fabrica peças e adesivos para industrias de vários setores. Eduardo Kurnst, o empresário que encabeça essa ideia trouxe a ideia de preocupação com a natureza da sua criação familiar, e a aplicou em ideias inovadoras. Uma delas é utilizar fibra de acerola para substituir metade dos plásticos usados na confecção das solas dos sapatos.
Ele vai buscar o dinheiro: o engenheiro-agronômo Pedro Moura aprendeu a fazer o dinheiro irrigar bons projetos ambientais. Depois de trabalhar em várias iniciativas verdes, decidiu usar seu tino para os negócios e capitalizar outras iniciativas. Assim, criou a E2 Brasil Sócio Ambiental, uma empresa que capta investimentos para projetos ambinetais com retorno financeiro.
Açaí tipo exportação: O engenheiro químico belga (radicado no Brasil) Hervé Rogez popularizou o açaí depois de uma tese de doutorado sobre a riqueza nutricional do fruto. Em 2002, ele criou a Amazon Dreans, empresa de tecnologia química especializada em extrair antioxidantes das frutas amazônicas com a ideia de vendê-los para a industria de alimentos, bebidas cosméticos e farmacêutica.
Informações coletadas na Revista Época de 28/11/2011


